Responder aos desafios da cidade metropolitana em sua totalidade implica a capacidade de planejá-la de forma articulada, formulando uma visão de futuro comum e reforçando as condições para a coordenação de esforços em torno dela. Demanda também a possibilidade de vislumbrar um espaço urbano mais funcional, multiplicando centralidades, contendo a expansão irracional e revertendo as dinâmicas de segregação socioeconômica e espacial que a atravessam hoje.

A cidade metropolitana do Rio de Janeiro é composta por uma área urbana e de paisagens naturais de 6.736 km2, com 12 milhões de habitantes compartilhando espaços, malhas de transporte, serviços públicos, lazer, desafios e oportunidades – 21 municípios, uma cidade só.

Recuperar a ocupação positiva do seu núcleo histórico, no eixo que leva do centro da capital à Zona Norte e à Baixada, maltratado e subaproveitado pelo esvaziamento das últimas décadas, ao mesmo tempo em que enxergando uma metrópole de múltiplos polos de atividade econômica, serviços e lazer, com diversidade de usos e grupos sociais em todos eles.

Conjugar o fomento e a oferta de oportunidades habitacionais e o aperfeiçoamento da rede de transportes a partir disso, promovendo o acesso diverso à moradia nas áreas centrais e em todo o território e qualificando a circulação na cidade, pela redução de deslocamentos na maior proximidade entre casa, trabalho e atividades cotidianas e a multiplicação de opções de mobilidade. Conter, assim, a pressão sobre a infraestrutura pública e os recursos naturais trazida pela ocupação difusa e segmentada que nos caracteriza, expandindo bem-estar e qualidade de vida para todos no mesmo movimento.

Esse é, portanto, o marco primeiro da visão necessária para a metrópole, firmando as bases para fazê-la melhor e voltada para o futuro em todas as dimensões.