Os desafios da vida pública no Rio são bem conhecidos. Centralização decisória, fragmentação institucional, debilidades técnicas e gerenciais, aversão à transparência, patrimonialismo e corrupção. Seus custos profundos e persistentes para as possibilidades de conquistas coletivas na cidade são também sempre crescentemente evidentes. Mais que formular e sustentar políticas para a qualificação da agenda governamental, é decisivo encontrar caminhos para desfazer barreiras para a efetivação delas pelas instituições públicas, qualificar a vida política e suas interfaces com a cidadania, aprimorar os modos regulares de planejamento e gestão nas várias camadas governamentais.

No ranking da transparência da Controladoria Geral da União, o Rio encontra-se na 18a posição entre os 27 estados do país.

Se os obstáculos estão longe de ser desprezíveis, as oportunidades são dadas pela demanda flagrante de mudanças e a disponibilidade ampla de meios para fazê-las, no repertório global da boa gestão pública, nos avanços parciais de órgãos públicos da própria metrópole, no arco de mecanismos legais já existentes no país por implementar. Abraçando-os, o Rio terá dado passo indispensável para transformar-se em tudo mais que preciso.